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Viva as Mulheres Negras! Viva a luta anti-racista!

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Mulher Negra

A União Brasileira de Mulheres divulgou nota por ocasião do 25 de Julho, Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. O feminismo emancipacionista tem como esteio teórico o entrelaçamento da questão racial à questão de classe e de gênero, por isso, fortalecer a luta da mulher negra é uma das diretrizes do 9º Congresso Nacional da entidade. Leia a íntegra da nota.

A União Brasileira de Mulheres – UBM homenageia a todas as mulheres negras, pelo 25 de julho, Dia da Mulher Negra

Marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe, o dia 25 de julho é reconhecido como Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha.

No Brasil, a Presidenta Dilma o instituiu também como homenagem à vida e luta de Tereza de Benguela, liderança maior do Quilombo Quaritetê, no Mato Grosso do Sul, que resistiu à escravidão e lutou pela liberdade por mais de duas décadas, no séc. XVIII.

Ao homenageá-la, rendemos honras às grandes lutadoras e pensadoras do feminismo, que têm como principal característica a resiliência e a coragem de lutar por igualdade, respeito, liberdade, autonomia, emancipação e afetividade, como Lélia Gonzáles, Carolina de Jesus, Mãe Menininha do Gantois, Maria Firmina, Teresa Santos e todas as outras 50 milhões de mulheres negras desta nação.

As mulheres negras são maioria absoluta e relativa na população feminina e, segundo dados do IPEA, representam um quarto da população brasileira.

Contudo, se pensarmos em ocupação de espaços de poder, podemos observar que apenas a Senadora Benedita da Silva foi governadora neste país. Nem mesmo na região norte, onde somam 74,7% da população feminina, ou no nordeste, onde são 69,9% uma mulher negra ocupou o principal cargo político do governo. Em 126 anos de República, apenas uma mulher negra ocupou uma cadeira Senado Federal.

Os mesmos dados demonstram que ainda são as mulheres negras as mais afetadas pelas desigualdades sociais e de renda: sustentam sozinhas 51,1% das famílias chefiadas por mulheres; recebem apenas 51% da remuneração recebida pelas brancas e a renda familiar em 69% dos casos é inferior ao salário mínimo.

Por isso, a União Brasileira de Mulheres se engajará decisivamente na construção da Marcha das Mulheres Negras 2015, a se realizar em 13 de Maio de 2015, em Brasília - DF.

A luta das mulheres negras por igualdade e contra toda a opressão também é a luta da União Brasileira de Mulheres!

Viva as Mulheres Negras! Viva a luta anti-racista!

União Brasileira de Mulheres