Sexta, 18 de Agosto de 2017

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UBM se posiciona contra as prisões ilegais, as práticas de criminalização dos movimentos sociais e exige imediata libertação de todos os militantes presos

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violência policial

A União Brasileira de Mulheres vem a público manifestar seu total repúdio às ações arbitrárias da Polícia do Rio de Janeiro, comandada pelo governo do estado, sob o manto de sentença judiciária de Exceção que culminou em prisões sem qualquer sustentação legal.


Tal situação reproduz os piores momentos da Ditadura Militar quando, na vigência do AI-5, a Polícia se militarizou e passou a agir violando a liberdade de expressão, o direito de manifestação, do livre pensamento e o direito de reunião.


A alegação veiculada para justificar tal ação demonstra que a indignação democrática da UBM é real, pois não há qualquer veracidade de que haveria uma quadrilha voltada a atuar nas manifestações, de modo a usar artefatos para incendiar ônibus, depredar agências bancárias, entre outros crimes.


Consideramos um terrível ataque à ordem democrática e ao Estado de Direito o fato do Chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro declarar em entrevista coletiva que já estava monitorando a ação do suposto grupo desde setembro do ano passado e que a prisão visava a impedir atos de violência no domingo da final da Copa.


Em nenhum momento se apresentaram os artefatos ou as armas da suposta quadrilha! Na verdade, foram presos de forma ilegal, já que a polícia fluminense ultrapassou os limites de sua jurisdição para prender pessoas fora do estado e de, forma fascista, pois os trabalhadores, professores, estudantes que fizeram protestos durante toda a Copa — de forma pacifica, e que em momento algum prejudicaram a paz e bem estar da população e visitantes que, como já ficou demonstrado, se sentiram muito bem recebidos em nosso país — devem ter seus direitos humanos e de cidadania constitucionais garantidos e não atacados pelo Estado.


Muitas das mulheres ubemistas viram seus companheiros, filhas e filhos presos, torturados e, muitas vezes mortos pela ditadura militar, que implementou medidas típicas do Estado de Sítio. Muitas foram elas mesmas presas e torturadas. Como democratas, não podemos nos calar nesse momento que, em meio a uma bela festa de convivência e consagração do diálogo entre os povos, via o esporte, o Estado de Direito está sendo ferido em nosso estado. As autoridades estaduais e federais envolvidas nessa situação de arbítrio devem rever seu comportamento e chamadas a se desculpar publicamente à sociedade, além de serem responsabilizadas por tais atos de violência. É isso que exigimos que seja feito tão logo possamos garantir a liberdade do todos os homens e mulheres injustamente aprisionados.


União Brasileira de Mulheres do Estado do Rio de Janeiro e UBM da Capital